Encontro Com O Collage Club: Papel, Troca E Presença Criativa
Minha participação no encontro do Collage Club: papel, troca e presença criativa
Alguns convites chegam como quem bate à porta com delicadeza. Outros entram direto no coração. O convite para participar do encontro do Collage Club foi assim.

Conheci a Cristal, uma das administradoras do Clube, através do perfil Life Colors Craft, onde ela vende kits e produtos para journal e colagem. Começamos a nos seguir, trocar mensagens pela DM, falar sobre papelaria, processos criativos… até que veio o convite. Confesso: fiquei muito surpreso. Ser convidado para compartilhar técnicas craft, dicas de lettering e caligrafia, a partir do meu próprio processo, foi especial demais.
Acredito que o que chamou a atenção foi justamente o meu jeito de criar: scrapbook com muito recorte, lettering, camadas e cor, sem medo do excesso quando ele faz sentido.
Mas afinal, o que é journal?
Antes de seguir, deixa eu te fazer uma pergunta rápida: você sabe o que é journal?
De forma simples, journal é uma prática de registro manual do cotidiano, de pensamentos, sentimentos, memórias e intenções, usando papel, escrita, colagem, desenho e tudo aquilo que fizer sentido para quem cria. Não existe regra, certo ou errado. O journal não é sobre estética perfeita, é sobre presença, processo e escuta interna.
É um espaço íntimo, onde o fazer com as mãos vira linguagem.
Antes do encontro: o momento criativo
Estou completamente fascinado em perceber como ainda existem pessoas que valorizam processos analógicos, e o mais legal é gerações mais novas estão redescobrindo isso. E mais do que isso: nichos que vão muito além do scrapbook tradicional.
Eu estava ansioso, sim. Ansioso para conhecer pessoas novas, ouvir histórias, observar outros processos. Fui com expectativa e com curiosidade. Uma mistura boa.
O encontro do Collage Clube
O encontro aconteceu no Ciganando – uma croissanterie vegana na Vila Clementino, em São Paulo.

O espaço é amplo, acolhedor, com uma energia leve. O brunch estava simplesmente maravilhoso, daqueles que já ajudam a desacelerar antes mesmo do papel chegar à mesa.


As organizadoras prepararam um kit impecável, com o tema Visual Board para 2026, pensado para ser montado em um aramado. Antes do encontro, enviamos algumas fotos das nossas metas para o próximo ano e, no dia, recebemos duas folhas impressas para trabalhar tanto no aramado quanto no journal.

Eu ainda não terminei o meu. E está tudo bem. Para mim, tudo é processo. Gosto de fazer com calma, misturar com elementos meus, deixar a ideia respirar até fazer sentido na minha cabeça.
Compartilhar, ensinar e trocar
Compartilhar técnicas craft, lettering e caligrafia com o grupo foi maravilhoso. Falar sobre aquilo que a gente ama, com pessoas que também amam papelaria, tem um poder imenso. Gente como a gente.


Minha proposta foi ir além das dicas técnicas. Preparei um papel de carta decorado com aquarela para que cada participante escrevesse uma carta para si mesma em 2026, para ser lida apenas no final do ano. Junto disso, cada uma produziu seu próprio envelope.

Também preparei um kit de mimo especial para cada participante, com papéis de scrapbook, washi tapes, lacre de cera e die cuts, para que pudessem usar da forma que quisessem, no tempo delas. Calma, que já solto um vlog preparando esse kit! 🙂


O grupo era misto, com pessoas iniciantes e experientes, e a troca foi linda. É impressionante como cada pessoa desenvolve seu próprio jeito de registrar memórias e sentimentos através do journal.
Sensações que ficam
O momento mais forte, para mim, sempre é a troca entre as participantes. Ver um grupo de pessoas que para a rotina para viver um encontro presencial de manualidades é algo muito potente.

Confesso que passei a noite anterior ansioso (risos). No dia, tentei fingir costume, mas por dentro eu só pensava o quanto tudo aquilo era demais.Saí do encontro muito feliz, com a sensação de ter agregado algo novo, mesmo que pequeno, à experiência de cada participante.
Nos dias seguintes, ficou ecoando em mim o quanto cada momento de registro manual é especial. Cada recorte, cada colagem, cada palavra escrita à mão carrega presença.
O que isso reafirma no meu caminho
Essa experiência reafirmou algo muito importante para mim: o fazer manual ainda é um caminho possível, necessário e valioso. Em um mundo acelerado, criar com as mãos continua sendo um gesto de cuidado.
O encontro também me fez perceber o quanto eu preciso honrar o Rommel criança, que adorava pintar com crayon e guache, e o adolescente que desenhava nas agendas e colava imagens nas capas dos cadernos para se diferenciar.

Isso dialoga completamente com o que eu venho buscando hoje na minha vida criativa e no meu trabalho: presença, processo e verdade.
Para quem é um encontro como esse?
Para qualquer pessoa que ame papelaria, journal, collage, registros manuais e processos analógicos. E, principalmente, para quem sente falta de um me time de qualidade, longe das telas, perto do papel.
Se você chegou até aqui, me conta nos comentários: qual foi a última vez que você parou para criar com as mãos, sem pressa? Você já participa de encontros criativos presenciais ou sente falta desse tipo de experiência?
Vou adorar ler, trocar e continuar essa conversa por aqui. Que venham mais encontros, mais mesas compartilhadas e mais histórias coladas com cuidado.
Cristal e Ana, novamente, muito obrigado pelo convite! Adorei ter participado do 4º encontro do Collage Club!
Todas as fotos deste post foram fotografados por Vini – @viniautoshots






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